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Instituto de Cultura Ibero-Atlântica

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Maria da Graça A. Mateus Ventura (Ed. e Coord.). António Borges Coelho, Historiador e Mestre, 30 anos do Instituto de Cultura Ibero-Atlântica. Lisboa / Portimão: Edições Colibri / ICIA, 2025, 241 pp.

Prefácio

Homenagear o Professor António Borges Coelho é também celebrar o percurso de uma instituição que ele próprio ajudou a fundar e que, ao longo de três décadas, se afirmou como um espaço de diálogo, investigação e partilha cultural entre as margens do Atlântico e do Mediterrâneo. Este livro “Memória e História: António Borges Coelho, o Historiador e o Mestre”, nasce no seio do Instituto de Cultura Ibero-Atlântica (ICIA) cuja história se entrelaça de forma indelével com a vida e a obra do Professor Borges Coelho.

O ICIA, fundado em 1995 por um grupo de historiadores e investigadores de Portugal, Espanha e Brasil, entre os quais se destacou António Borges Coelho, nasceu do impulso de promover o estudo e a divulgação da cultura e da história dos países ibéricos, dinamizando o diálogo entre povos atlânticos e mediterrânicos. Desde então, ao longo de trinta anos, o Instituto consolidou-se como plataforma de inovação, cidadania e cosmopolitismo, promovendo colóquios, conferências, encontros literários, viagens culturais, edições e parcerias académicas que têm enriquecido o tecido cultural da região e do mundo ibero-atlântico. Cabe realçar aqui as Jornadas de História Ibero-americana que, entre 1995 e 2005 projetaram a cidade de Portimão no panorama cultural nacional e ibero-americano. Conjugando a história com a literatura o ICIA  diversificou a sua ação não só através da edição de revistas como a Atlântica, a Meridional e a Zeus, como por inúmeras iniciativas de promoção do livro e da leitura, nomeadamente criando a Comunidade de Leitores Passos em volta e celebrando efemérides literárias com destaque para Manuel Teixeira Gomes. Neste contexto salienta-se a participação ativa dos escritores Nuno Júdice e Lídia Jorge que foram também presidentes da Assembleia Geral.

A edição anual dos livros de Atas das Jornadas de História Ibero-americana, bem como e coleção Travessias, foi assumida, desde 1996, pelas Edições Colibri que, agora também assumem a edição deste livro. O Dr. Fernando Mão de Ferro está connosco desde a nossa fundação por sugestão do Professor António Borges Coelho. Por isso também ele se associa a esta nossa homenagem.

A homenagem ao Professor Borges Coelho adquire, pois, um duplo significado: por um lado, reconhece-se o cidadão, o académico, o poeta e o mestre cuja trajetória intelectual e humana marcou gerações de alunos, colegas e leitores; por outro, sublinha-se o papel do ICIA como espaço de reinvenção permanente, onde a memória e a história se cruzam com a criação e a abertura ao outro e com parcerias fecundas e inspiradoras, nomeadamente com a Universidade de Lisboa, a Universidade do Algarve e a Academia Portuguesa da História.

O Professor António Borges Coelho, fundador e primeiro presidente do ICIA, inspira-nos pelo rigor do seu pensamento, pela sua paixão pelo conhecimento e pelo compromisso inabalável com a liberdade e a justiça. A sua obra historiográfica, poética e cívica é testemunho de uma vida dedicada a iluminar as sombras da nossa história, a questionar verdades estabelecidas e a valorizar a pluralidade das experiências humanas. A sua generosidade, o compromisso com a cultura e cidadania  revelam-se de múltiplas formas. Em 1975/76 mobilizou um grupo de professores da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para a criação em Faro de um centro de apoio (espécie de extensão da FLUL) que possibilitou a dezenas de algarvios a formação superior nos domínio da História e da Literatura constituindo o embrião da futura Universidade do Algarve que, muito justamente,  lhe veio a atribuir o grau de Doutor Honoris Causa em 2009.

Assinalando os 30 anos do ICIA, este livro reúne ensaios e memórias que refletem a diversidade e a riqueza do legado de António Borges Coelho. A sua abordagem original, aberta à interdisciplinaridade e à renovação dos métodos historiográficos, influenciou profundamente o campo da história em Portugal. Mais do que uma homenagem, este livro é um convite à continuidade do diálogo crítico e criativo que ele sempre promoveu e uma reafirmação do compromisso do Instituto de Cultura Ibero-Atlântica com a construção de pontes entre culturas, gerações e saberes.

Que estas páginas inspirem novas travessias, guiadas pelo exemplo de quem sempre procurou a luz para ver as sombras, e pela convicção de que a história se escreve, todos os dias, com memória, liberdade e esperança.

 

Maria da Graça A. Mateus Ventura (Coord.). Manuel Teixeira Gomes. Ofício de Viver. Lisboa: Tinta da China/ICIA, 2010.

A cultura portuguesa deve ao mais singular dos viajantes portugueses do final do século XIX e primeira metade do XX, o reconhecimento da coerência ética, enquanto político, e do legado literário, enquanto escritor. “Excepcionalmente precoce na visão do amor e da política”, Manuel Teixeira Gomes preservou sempre a independência das suas convicções e da sua ação cívica. Optou por viver no mundo árabe os últimos dez anos da sua vida, numa atmosfera que lhe era familiar desde a infância no Algarve. Ateu impenitente, deslumbrava-se pela arte religiosa, quer fosse islâmica quer fosse cristã. Era a arte acima de todas as divergências e conflitos que lhe importava. O seu culto pagão à Natureza e à beleza não era compatível com o ruído causado pela discórdia. A sua sensualidade não distinguia raças nem culturas. A beleza do corpo era imune à pobreza, à riqueza, à raça. Conhecera povos muito diferentes, aprendera a reconhecer-lhes a idiossincrasia. A diversidade cultural encantava-o e pela vertigem cosmopolita da sua vida e da sua obra perpassa uma mensagem de diálogo intercultural que o Instituto de Cultura Ibero-Atlântica, associação cultural sedeada na sua terra natal, adopta justamente como tributo à sua memória.

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